"Ya lo sé, que corazón que no ve
Es corazón que no siente, o corazón que te miente amor.
Pero, sabes que en lo más profundo de mi alma sigue aquel dolor por creer en ti
¿qué fue de la ilusión y de lo bello que es vivir?"
Para refeletir...
Tudo o que é feito com a alma, justifica-se por si só...
domingo, 21 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Velha infância
Quando crianças, vemos os dias mais longos
Olhamos da janela e observamos os passarinhos
Voando pequeninos
E depois daquela chuva de pingos grossos ficamos boquiabertos
Com o sol surgindo novamente no meio de tantas trovoadas
Sentimos o cheirinho do café da vó que dá vontade de comer pão com manteiga...
Logo chegam nossos amigos tão bobos quanto nós, nos chamando para brincar... e a gente brinca,brinca...não se cansa.
À noite, é só deixar o soninho vir porque a gente sabe que amanhã realmente é outro dia...
Esperamos a páscoa ansiosos para dar e receber chocolates gostosos com cartinhas de alegria, onde mal sabemos o significado delas... pura inocência, mas ativadora de afetos...
O natal então, nem se fala! Dia 24 começam todos os preparativos: mamãe na cozinha, enquanto escrevemos cartinhas para nossos amigos mais queridos, onde mal sabemos o significado delas... pura inocência, mas ativadora de afetos...
Chega à hora da troca de presentes, das promessas de um ano melhor, e criança tem fé... pura inocência,mas ativadora de afetos...
Ano Novo! Pedidos para papai do céu!
Pedidos para o mar, onde a onda leva e trás as pequenas tristezas e as grandes alegrias de um novo ano.
Se pudesse, pediria todo esse afeto que a infância me trouxe e que se perdeu por aí em minha cabeça...
Pediria de acordo com minhas medidas, minhas esperanças, minhas vitórias.
Não tenho medo de crescer...
Tenho medo de crescer sem graça
Onde tudo passa e a gente nem vê!
Ora! É querer muito ver os grandes passarinhos voando,
E beber o café da vó?
Se quiser, está convidado...
Mas não se iluda: nunca mais teremos a inocência de criança.
Aline Alvarez
Rio de Janeiro, 15 de março de 2010.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Deixa prá lá a Angra dos Reis...
Meus pequenos monstros já foram todos derrotados
Caíram um a um
Eu mesma não pude ver
Meus gigantes batalham com leões vorazes,
que me esperam de costas,sem perdão!
Mas eu os perdoo a cada instante possível
Pois não sabem que nada desta vida se leva
além das coisas boas e ruins que fazemos...
Enfrentar a guerra contra meus gigantes
Afim de não perder nenhuma batalha,
Nenhuma batalha minha.
Aline Alvarez
Caíram um a um
Eu mesma não pude ver
Meus gigantes batalham com leões vorazes,
que me esperam de costas,sem perdão!
Mas eu os perdoo a cada instante possível
Pois não sabem que nada desta vida se leva
além das coisas boas e ruins que fazemos...
Enfrentar a guerra contra meus gigantes
Afim de não perder nenhuma batalha,
Nenhuma batalha minha.
Aline Alvarez
Pobre de Nós
Parece que é só de amor que a alma vive
Tudo converge para a solitária função amar
Respirar,comer,beber,sorrir,chorar...
Quando amamos sozinhos esses sentidos parecem ficar ainda mais aguçados
E é aí que é só de amor que se vive a alma
Pobre de nós ,almas amantes solitárias
que vivemos da esperança do inesperado
Que confiamos num futuro feito de passado
Que nos entregamos com demasia aos mais fracos
às atitudes mais fracas, aos pensamentos mais fracos por não termos forças para acreditar que cada dia é mais um novo dia...
Pobre de nós,descrentes dessa vida por acreditar que de só um momento se faz uma vida inteira, e de pensar que tudo foi em vão...
Pobre de nós, por não termos coragem de cicatrizar o peito aberto por medo de não sentir mais a dor da ferida...
Pobre de nós,covardes a ponto de colocar a culpa de nossas escolhas terrenas em outrem
Pobre de nós em acreditar que realmente somos pobres!
Aline Alvarez
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Eu que não amo você

Letra dos Engenheiros. Os poetas falam por mim...;)
Me inspirando!
Eu Que Não Amo Você
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa
Aqui é o meu lugar
Mas sabe como é difícil encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar...
Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...
O certo é que eu dancei sem querer dançar
E agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar, procurei sem encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar...
Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Prá enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...
Eu que não fumo,eu queria um cigarro
Eu que não amo você...
Eu que não fumo, pedi um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, queria um conhaque
Prá enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Soneto baixinho
Se eu pensar baixinho dá até pra ouvir
Os pensamentos de agora
As coisas fora de hora
O choro incontido lá fora
A dor que sufoca
O presente que demora
O passado que virou história
Se eu pensar baixinho dá até pra entender
O vazio que não preenche
A verdade que não mente
E a vida que não mais me surpreende
Se eu continuar pensando baixinho
A gente não cresce
Finge que é gente
E continua saindo de fininho...
Não quero mais pensar baixinho...
Aline A.
Os pensamentos de agora
As coisas fora de hora
O choro incontido lá fora
A dor que sufoca
O presente que demora
O passado que virou história
Se eu pensar baixinho dá até pra entender
O vazio que não preenche
A verdade que não mente
E a vida que não mais me surpreende
Se eu continuar pensando baixinho
A gente não cresce
Finge que é gente
E continua saindo de fininho...
Não quero mais pensar baixinho...
Aline A.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O sentimento torna-se inquieto, e a necessidade da certeza me traz aqui. Certeza de que? De saber o porquê de fazer Geografia, e até onde ela sabe em mim, em você e no mundo. Entrei na Universidade pensando a Geografia como um curso real e palpável, que apesar das críticas aparentes(você vai fazer geografia?Por quê?Vai ser professor?), não me deixava até então dúvidas sobre a esperada Geografia,pois via nela algo real, mesmo sem saber que algo real era esse. Confiava enfim, na sua credibilidade , de graça.
Ao entrar definitivamente no mundo acadêmico me deparei com conflitos, piores dos que eu achei que fosse encontrar. Não consegui achar respeito pela Geografia, e a vi indiferente a mim. A partir de então, o que me deixava mais contente em estar na universidade, era...Estar na Universidade! Olho para as pessoas na minha sala, no hall, nos corredores, do 4° andar e me pergunto:”Quais são os sentimentos delas, que as fazem estar aqui concretamente, que a mim não se faz?”. Foi a partir daí que entrei em conflito comigo, com a minha oportunidade de estar dentro de uma Universidade, e com o curso.
Fora da Universidade, quando me perguntam o que eu faço, e respondo Geografia, não é o que mais me dói. Gostaria até que fosse. Descobri que essa realidade de questionamentos sobre o curso que se faz, de pessoas leigas, não me importam. Sem querer ser hipócrita. Realmente não me importam. O que mais me importa sou eu saber as verdades que passo e irei passar fazendo a Geografia.
Me sinto, no momento, sem saída e qualquer que seja a decisão a tomar, será sofrida. Se eu fico, me arrisco na incerteza e na descompaixão que me encontro com o curso, honestamente, só estaria lá para não perder a viagem já tomada. Se eu saio, caio no mundo cruel novamente, de tentativas, com poucos acertos e muitos erros, com as cobranças da idade, com a dor da luta, com a procura do “pelo o que lutar”? Admiráveis àqueles que souberam assim que tentaram vestibular, o que queriam. Seja simplesmente por dinheiro, o que o faz feliz, ou seja por curiosidade...
Não me encontrei ainda em nenhuma dessas alegrias. Estou escondendo de todos essa decepção. Mas ela não agüenta mais caber em mim.
Só me resta, no então momento, a frase: Não sei.
Aline Alvarez
Revolta "antiga"...
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