Para refeletir...

Tudo o que é feito com a alma, justifica-se por si só...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Eu que não amo você




Letra dos Engenheiros. Os poetas falam por mim...;)
Me inspirando!

Eu Que Não Amo Você

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...

Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa
Aqui é o meu lugar
Mas sabe como é difícil encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar...

Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...

O certo é que eu dancei sem querer dançar
E agora já nem sei qual é o meu lugar
Dia e noite sem parar, procurei sem encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar...

Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Prá enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...

Eu que não fumo,eu queria um cigarro
Eu que não amo você...

Eu que não fumo, pedi um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês...
Eu que não bebo, queria um conhaque
Prá enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Soneto baixinho

Se eu pensar baixinho dá até pra ouvir
Os pensamentos de agora
As coisas fora de hora
O choro incontido lá fora

A dor que sufoca
O presente que demora
O passado que virou história

Se eu pensar baixinho dá até pra entender
O vazio que não preenche
A verdade que não mente
E a vida que não mais me surpreende

Se eu continuar pensando baixinho
A gente não cresce
Finge que é gente
E continua saindo de fininho...

Não quero mais pensar baixinho...

Aline A.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


O sentimento torna-se inquieto, e a necessidade da certeza me traz aqui. Certeza de que? De saber o porquê de fazer Geografia, e até onde ela sabe em mim, em você e no mundo. Entrei na Universidade pensando a Geografia como um curso real e palpável, que apesar das críticas aparentes(você vai fazer geografia?Por quê?Vai ser professor?), não me deixava até então dúvidas sobre a esperada Geografia,pois via nela algo real, mesmo sem saber que algo real era esse. Confiava enfim, na sua credibilidade , de graça.
Ao entrar definitivamente no mundo acadêmico me deparei com conflitos, piores dos que eu achei que fosse encontrar. Não consegui achar respeito pela Geografia, e a vi indiferente a mim. A partir de então, o que me deixava mais contente em estar na universidade, era...Estar na Universidade! Olho para as pessoas na minha sala, no hall, nos corredores, do 4° andar e me pergunto:”Quais são os sentimentos delas, que as fazem estar aqui concretamente, que a mim não se faz?”. Foi a partir daí que entrei em conflito comigo, com a minha oportunidade de estar dentro de uma Universidade, e com o curso.
Fora da Universidade, quando me perguntam o que eu faço, e respondo Geografia, não é o que mais me dói. Gostaria até que fosse. Descobri que essa realidade de questionamentos sobre o curso que se faz, de pessoas leigas, não me importam. Sem querer ser hipócrita. Realmente não me importam. O que mais me importa sou eu saber as verdades que passo e irei passar fazendo a Geografia.
Me sinto, no momento, sem saída e qualquer que seja a decisão a tomar, será sofrida. Se eu fico, me arrisco na incerteza e na descompaixão que me encontro com o curso, honestamente, só estaria lá para não perder a viagem já tomada. Se eu saio, caio no mundo cruel novamente, de tentativas, com poucos acertos e muitos erros, com as cobranças da idade, com a dor da luta, com a procura do “pelo o que lutar”? Admiráveis àqueles que souberam assim que tentaram vestibular, o que queriam. Seja simplesmente por dinheiro, o que o faz feliz, ou seja por curiosidade...
Não me encontrei ainda em nenhuma dessas alegrias. Estou escondendo de todos essa decepção. Mas ela não agüenta mais caber em mim.
Só me resta, no então momento, a frase: Não sei.



Aline Alvarez



Revolta "antiga"...