O sentimento torna-se inquieto, e a necessidade da certeza me traz aqui. Certeza de que? De saber o porquê de fazer Geografia, e até onde ela sabe em mim, em você e no mundo. Entrei na Universidade pensando a Geografia como um curso real e palpável, que apesar das críticas aparentes(você vai fazer geografia?Por quê?Vai ser professor?), não me deixava até então dúvidas sobre a esperada Geografia,pois via nela algo real, mesmo sem saber que algo real era esse. Confiava enfim, na sua credibilidade , de graça.
Ao entrar definitivamente no mundo acadêmico me deparei com conflitos, piores dos que eu achei que fosse encontrar. Não consegui achar respeito pela Geografia, e a vi indiferente a mim. A partir de então, o que me deixava mais contente em estar na universidade, era...Estar na Universidade! Olho para as pessoas na minha sala, no hall, nos corredores, do 4° andar e me pergunto:”Quais são os sentimentos delas, que as fazem estar aqui concretamente, que a mim não se faz?”. Foi a partir daí que entrei em conflito comigo, com a minha oportunidade de estar dentro de uma Universidade, e com o curso.
Fora da Universidade, quando me perguntam o que eu faço, e respondo Geografia, não é o que mais me dói. Gostaria até que fosse. Descobri que essa realidade de questionamentos sobre o curso que se faz, de pessoas leigas, não me importam. Sem querer ser hipócrita. Realmente não me importam. O que mais me importa sou eu saber as verdades que passo e irei passar fazendo a Geografia.
Me sinto, no momento, sem saída e qualquer que seja a decisão a tomar, será sofrida. Se eu fico, me arrisco na incerteza e na descompaixão que me encontro com o curso, honestamente, só estaria lá para não perder a viagem já tomada. Se eu saio, caio no mundo cruel novamente, de tentativas, com poucos acertos e muitos erros, com as cobranças da idade, com a dor da luta, com a procura do “pelo o que lutar”? Admiráveis àqueles que souberam assim que tentaram vestibular, o que queriam. Seja simplesmente por dinheiro, o que o faz feliz, ou seja por curiosidade...
Não me encontrei ainda em nenhuma dessas alegrias. Estou escondendo de todos essa decepção. Mas ela não agüenta mais caber em mim.
Só me resta, no então momento, a frase: Não sei.
Aline Alvarez
Revolta "antiga"...
Eu tenho um vago palpite de que a gente não se encontra em curso nenhum... tem outras coisas mais importantes que a faculdade nas nossas vidas e talvez seja nelas que a gente possa (ou não) se encontrar. O curso: acaba sendo um mal necessário para encarar a realidade que nós temos enquanto não construimos outra. Gostou!? rsrs
ResponderExcluirehhhhhhhhhhhhhhhhh eu e vc vc e eu na lagoa da coca cola hahahahahhaha
ResponderExcluira geografia nos uni, para sermos pessoas melhores, pois nos dá uma outra visão do nosso mundo, logo poderemos ser pessoas melhores para ele, para os outro!@